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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Nada mais vai me ferir, é que eu já me acostumei,
à estrada errada que eu segui com a minha própria lei.
Tenho o que ficou, e tenho sorte até demais..."

Vai passar.

Corpo de mulher, cabeça de homem

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Tava ouvindo uma música linda de Roy Orbison, "I Drove All Night". Claro que quando ouvimos uma música como essa, estamos passíveis a pensamentos e eu pensei, mas pensei como homem. A música é o ponto de vista de um homem, mas eu me imaginei dirigindo um conversível pela orla da Soterópolis, atrás de um outro.
Até aí, problema nenhum. Digo, à primeira vista. Mas enquanto as outras pensam em um outro correndo num conversível em busca delas, eu estarei num conversível em busca dele. Aí é que está o problema, ao menos pra mim.
Uma vez me disseram que pensar como homem é ruim, outra vez me disseram que toda mulher deveria pensar como homem, de modo a se autodefender. De fato, já vi muita merda na vida de mulheres que pensam como homens, mas o interessante é que as merdas aconteceram antes que a vida desse vazão a outras merdas maiores, tipo, antes cedo do que tarde. Mulheres que pensam como homens se apaixonam fácil, mas desapaixonam também fácil. Mas quando se apaixonam mesmo, são como homens: tem coisa mais besta que um homem apaixonado?
O fato é que não deixa de ser um dilema comportamental, porque mulheres que pensam como homens espantam a maioria dos homens que se aproximam. Sem besteiras,. Essa semana um amigo meu disse que os homens se encontram acomodados, e querem tudo no fácil. Quer saber? Eu também sou acomodada, e quero tudo no fácil. Foda-se! Eu não vou me mostrar outra pessoa no início, não quero que ninguém se decepcione comigo. Sou o que sou e penso como homem, por isso estou mais preparada pra qualquer coisa. Choro no chuveiro, me descabelo, mas no outro dia estou bonita e maquiada e olhando para os lados, me comendo por dentro, mas muito bem.

A música? Bem, a música é essa aqui:

I had to escape , The city was sticky and cruel
Maybe I should have called you first
But I was dying to get to you

Eu tinha que escapar, a cidade estava grudenta e cruel
talvez eu devesse ter te ligado primeiro,
mas eu estava morrendo de vontade de estar com você

I was dreaming while I drove
The long straight road ahead
Uh-huh, yeah

Eu estava sonhando enquanto eu dirigia na
longa estrada em frente a mim.
oh yeah

Could taste your sweet kisses, your arms open wide
This fever for you was just burning me up inside

Poder provar seus beijos doces, seus braços abertos
essa febre por você está me queimando todo por dentro...

I drove all night to get to you
Is that all right?
I drove all night, crept in your room
Woke you from your sleep to make love to you
Is that all right?
I drove all night

Dirigi a noite toda, pra estar com você
isso está certo?
dirigi a noite toda, rastejei em seu quarto
te acordei do seu sono, para fazer amor com você...
isso está certo? eu dirigi a noite toda.

What in this world keeps us from falling apart?
No matter where I go
I hear the beating of our one heart
I think about you when the night is cold and dark
Uh-huh, yeah

O que nesse mundo nos mantêm distantes?
Não importa onde eu vá, eu ouço a batida do nosso coração
Eu penso em você quando a noite está fria e escura,
oh yeah

No one can move me the way that you do
Nothing erases this feeling between me and you
I drove all night to get to you
Is that all right?
I drove all night, crept in your room
woke you from your sleep, to make love to you
is that all right?
I drove all night...

Ninguém mexe comigo como você
nada nesse mundo pode apagar esse sentimento entre nós...
Dirigi a noite toda, pra estar com você
isso está certo?
dirigi a noite toda, rastejei em seu quarto
te acordei do seu sono, para fazer amor com você...
isso está certo? eu dirigi a noite toda...

Também, é meio difícil pensar como mulher diante de uma música dessas...

Algumas impressões sobre o amor

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois."

Guimarães Rosa


"Por falta de vontade, me apaixono; e assim me cumpro."
Agostinho da Silva

E para não dizer que eu não lembrei da minha prima... primavera...

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

E que essa primavera nos traga muitos dias azuis, sol e amor nos nossos corações.

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez...

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar...

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer...

Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender...


Então são esses os meus votos para as suas respectivas primaveras.

E para não dizer que eu não falei de coragem...

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.

Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem querbradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir até quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.


(Carlos Marighella)

domingo, 21 de setembro de 2008

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienen miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienen miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienen miedo de subir y miedo de bajar
Tienen miedo de la noche y miedo del azul
Tienen miedo de escupir y miedo de aguantar

Miedo que da miedo del miedo que da
El miedo en una sombra que el temor no esquiva
El miedo as una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dotor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa onde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienen miedo de reir y miedo de llorar
Tienen miedo de ecnontrarse y miedo de no ser
Tienen miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
Medo circulando nas veias ou em rota de colisão
Medo é de deus ou do demo? É ordem ou é confusão?
O medo é medonho
O medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de iludir

Medo de se arrepender
Medo de deixar por fazer
Medo de amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez
Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo que dá medo do medo que dá
Medo que dá medo do medo que dá

(Miedo - Pedro Guerra/Lenine/Robney Assis)

Pensamentos nefastos numa noite apática.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ontem eu tomei um bolo - quem sabe um fora, quem sabe - o que me fez acordar com pensamentos esquisitos hoje, que refletiram em várias coisas durante o meu dia. Cada merda que acontece, eu decido de uma vez por todas que não vou pensar demais, que vou deixar rolar, mas não adianta, eu sou do tipo idealista mesmo e fico confabulando como será meu sábado, meu domingo, enfim. E detesto quando eu estou cheia de expectativas pra alguma coisa e a mesma dá errado, enfim, que o diga meu braço dolorido de carregar tantas apostilas para concurso, o pior é o desperdício de tantas boas intenções, mas voltando ao ponto principal do que eu gostaria de desabafar pro mundo...

Eu tava olhando o orkut da última pessoa que me aturou na vida durante um tempo considerável - considerando que eu não mudei muita coisa dos 16 anos para cá - e por um momento eu invejei mesmo a felicidade dele com a atual namorada dele, burrinha, mas bonitinha. Invejando mesmo, sem tirar nem por. Invejando o quanto que ela está próxima da família dele, os sorrisos, a burrice dela. Tive vontade de experimentar ver se acaso eu procurasse ele de repente, se ia mudar alguma coisa, destruir a felicidade deles (ou me enfiar num buraco sem fundo, se caso ele preferisse a "burrinha, mas bonitinha" dele), mas lembrei que nos magoamos muito e que eu fui realmente brutal nas coisas que fiz, no que fiz ele passar, a desmoralização dele na frente dos amigos, muita coisa chata.

Juntando os acontecidos nessa época, e fazendo um balanço com a quantidade de foras sutis ou estarrados que eu tomei esse ano, eis que eu penso: será que eu sou um peso? O que há de tão pesado em mim, mesmo quando eu fico cheia de firulas em dizer o que penso, o que sinto, como agir e outras coisas. Cansei de ouvir que eu sou "demais" me olhando no espelho e vendo uma pessoa normal, com inclinações tanto ao extraordinário quanto ao fútil, quando ao meu redor muitas pessoas fúteis, fracas, fáceis e feias (não num sentido estético) vivem ostentando sorrisos e esfregando em minha cara espólios de conquistas como se eu não fosse capaz de conseguí-los, e no fundo acho que realmente perdi essa capacidade.
Falo do coração? Falo sim. Não que seja algo crucial vida-ou-morte, mas é que apesar de me prometido que não ia dar tanta atenção a isso, na medida em que a quilometragem sobe, a auto-estima desce, sendo que a quilometragem sobe num sentido da busca, da procura da tão almejada paz.

Tento ser legal, ser carinhosa, atenciosa, me forço a fazer coisas que não são da minha natureza, mas no dia seguinte tenho que me contentar com o vazio, com olhar o celular 5 mil vezes por minuto e ver que nada acontece, e sentir a alma murchar, murchar, murchar. Devo ser realmente uma pessoa muito azarada, ou estar cumprindo um carma desgraçado de outra vida, mas não sei, sem querer ser determinista ou apocalíptica, talvez minha paz deva ser buscada por outros meios que não sejam uma quietude de coração. Porque quando eu penso que engata, de repente (vide postagem anterior, todo prafrentex), faltando uma hora pra engatar, tudo dá errado.

Em um momento de minha vida, cheguei a acreditar que tudo dava errado em questões sentimentais porque meu ex-namoradinho teria jogado uma praga daquelas que eu nunca mais encontraria alguém depois do que eu fiz com ele. E não sei, como sou meio masoquista, acho que ainda tendo a crer em algo nesse sentido. Mas hoje, vendo ele, vendo o sorriso dele com os dentinhos separados, me deu uma nostalgia barata daquelas que você quer estar no lugar de quem faz o seu passado sorrir, mesmo sabendo que a merda foi você quem fez... e por um momento, juro, que quis ser loura e burra, mas que ao menos tivesse a leveza que qualquer um precisa, ao invés de ficar me preocupando e medindo meus atos sem que eu perca meu quê de autenticidade e por isso mesmo, me tornando uma pessoa artificial.

Estou escrevendo essa postagem e ouvindo a trilha sonora de Elizabethtown, um filminho de Cameron Crowe. Não sou dada a comédias românticas, mas esse filme introduziu um conceito em minha vida que diz muito sobre minha situação, o de pessoa substituta. Aquela que está em algum momento da vida de alguém suprindo alguma necessidade que uma outra, ou algo, deixou, ou quando a necessidade é grande (me ajude com isso, veja isso pra mim, me faça um favor). É assim em casa, na rua, na chuva ou na fazenda. E já disse que não é uma visão determinista, nem que eu estou feliz em ser assim, não, me incomodo de não poder ser "eu, ser assustador" o tempo inteiro. Não fui feita para medidas, e não sei qual mundo me acolherá.

Constam nos astros, nos livros, nos búzios...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

...oráculos todos, e eu gosto deles. Gostam quando eles dizem "mudanças já, Marta!" ou "sua vida dará uma reviravolta" ou ainda "terás uma grande surpresa até o final da passagem da lua na órbita de plutão e pelos anéis de saturno", mas gosto mais ainda de quando os dispositivos de tecnologia móvel mediam informações do tipo "que tal quarta-feira?"

Mas, é legal, eles podem não ter esse poder todo de advinhação ou de profecia, mas pra quem acredita, eles têm um poder todo especial de transferir energia positiva para os caminhos a se seguir, especialmente quando profetizam algo de bom. Se o seu horóscopo diz que você vai "pegar seis" hoje, você se arruma toda e pode não "pegar" os seis, mas com certeza vai "pegar" um. E é o bastante para que você passe a acreditar neles e procurar pela ajuda deles todos os dias. Até quando a previsão não é tão boa, você dá o seu jeitinho, se resguarda, se preserva. Tudo faz parte.

Tenho tendências a acreditar em coisas sobrenaturais, metafísicas, esotéricas. Semana passada eu comprei um incenso chamado "Kama Sutra", com essências de Patchouli e Cravo. Devo admitir que ele funciona... sério! Sem detalhes sórdidos, mas é batata. Funciona talvez mais porque direciona nossa vontade para a nossa necessidade momentânea, e você compra um incenso pensando claro nas vantagens terapêuticas dele... mas funciona.

E a tecnologia móvel? A tecnologia móvel, na minha opinião, foi uma das invenções mais fantásticas da pós-modernidade, que permite que tudo que astros, os livros, os búzios e oráculos se confirmem por meio de uma única chamada que te faz sorrir durante um fim de semana inteiro. Não sei se meus oráculos são bonzinhos, se meu signo astrológico ajuda, ou se os planetas estão a meu favor, se os búzios estão marcados... mas quanto a previsões, esse ano, não tenho que me queixar. Profissional deslanchando, dinheiro (pouco, mas digno) e paixões, várias, à vista. Que em 2009 me venha tudo em dobro, olhe lá quem vai reorganizar esse mangue universal que nelhorou minha vida: eu juro que roubo o anel de Saturno e vendo na Feira do Rolo.

A gordura como subversão

domingo, 31 de agosto de 2008

Há algum tempo penso que ser gordo é ser um outsider.É ser uma pessoa que literalmente estoura os padrões, que choca os manequins 38 com sua fartura e abundância. Observo que grande parte das pessoas falam dos gordos com uma crueldade quase assassina. Como se fossémos criminosos, cometedores de crimes hediondos.

Observo isso com alguma agudez, porque sou uma ex-magra [e quando era magra, nem sabia que era].É. Uma ex-magra no tempo em que todo mundo deseja ser ex-gordo. OK, não vou ser cara de pau a ponto de dizer que engordei porque quis. Não foi assim. Mas ao contrário do que o senso comum ordena, não penso que 'embagulhei' por ter engordado, sinto-me mais bonita e mais livre para viver meu corpo e com meu corpo do que quando tinha 'barriga quase zero', cintura fina e (sempre tive e terei) bunda grande [quem conhece minha história conhece os fatos que comprovam essa afirmação... *risos*]

É ruim demorar a encontrar uma calça jeans? Óbvio que sim. Mas assim como as dietas infernais,os comentários infelizes e as ginásticas espartanas, modelos de roupas escrotamente não pensados para a diversidade fazem parte de um emulduramento estético e por sua vez cultural que pira um monte de gente. Quem ultrapassa, está necessariamente errado. Discordo.Existem gordos feios e bonitos, magros, negros, brancos, altos, baixos, gays, heteros e toda a sorte de gente de todos os jeitos.

Tenho acompanhado diversos fóruns, entrevistas, pesquisas, comunidades no orkut sobre essa discussão da gordura. Os cientistas sempre apontam a gordura e o sobrepeso como principais causas de um monte de coisas e doenças. Não sou cientista, não sou bióloga e nem médica, mas uma coisa eu vi bem de perto aqui na minha família. Vi mulheres lindas, grandes, gordas adoecerem e quase morrerem porque emagreceram. E não eram adolescentes inconseqüentes e nem mulheres malucas em busca de um corpo perfeito. Fizeram acompanhamento médico, regularidade da alimentação, tudo direitinho pra emagrecer para melhorar a saúde. No entanto, o tiro saiu totalmente pela culatra. A magreza pode ter trazido tudo, menos a tal saúde.

Alguém pode dizer que isso são casos isolados, ou até mesmo duvidar da sua existência [todo mundo é livre pra pensar o que quiser, né?], mas me coloca para pensar. Se a natureza é tão diversa, porque todos os corpos devem necessariamente funcionar de modo igual? Porque o que serve pra mim TEM que servir pros outros? Isso te cheira a algo estranho? Pois a mim sim. Não to fazendo apologia a diabetes, nem a hipertensão, ou coisa que o valha, mas pensando que a beleza do mundo tem diversas formas, cores, pesos, alturas, entre outras infinitas variáveis.

Feliz.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ah, o amor...
...faz a gente cometer loucuras,dizer bobagens,se deixar levar sem querer pensar em nada...pelo menos é o que normalmente acontece,mas não é geral,padrão.Tem gente que ama diferente,ama primeiro à sí mesmo ou primeiro às outras coisas...
O amor me faz perder noção de presente,me faz querer esquecer o passado e sonhar com um futuro cor-de-rosa e anil.
Já fui pior,bem pior.Hoje me acho até mais controlada.
Já amei desesperadamente de chorar a existência do meu coração que doía sem parar e sem motivo.Hoje,amo com felicidade,com prazer,buscando amor de volta e não sofrimento.Amor tem que ser leve,tem que fazer bem,fazer sorrir.
Muitas vezes nos acostumamos com a idéia lá da adolescência de amor aliado a sofrimento,um tempo depois a gente descobre que isso não é amar ou continua amando torto desse jeito.Parei de amar torto.Pedi pra mim um amor simples,calmo,companheiro,feliz e fui atendida.Não choro mais a existência do meu coração...rs...aprendi a usá-lo da maneira certa pra me fazer feliz e acho que estou no caminho certo.É isso,aos 11 anos a gente deveria ganhar de presente um manual de uso do nosso coração,nos pouparia de muito sofrimento e decisões mal tomadas.
Devo até me conter um pouco nessa coisa toda de amar com felicidade...só estou vivendo isto há um mês...rs...mas tenho em mim marcas de meu passado e de impulsos apaixonados e sei bem que o que tenho agora,ainda que há pouco tempo,é bem diferente do que qualquer outra coisa q tenha vivido.
Mas,é isso...o amor me fez apagar posts anteriores,e isso por si só já sinaliza q esse meu amor talvez não seja tão saudável assim...O importante,eu acho, é que eu estou tentando.Buscando pra mim a minha paz,evitando situações de sadismos tão comuns nos relacionamentos...ainda que me veja várias vezes caindo nas mesmas armadilhas...rs...mas ,vou tentando e acho que ando conseguindo.

Enquanto as "chattinhas",andamos meio por aí,soltas,tinha e bel num projeto profissional,eu nessa vida de sempre (de tentativa em tentativa),e a "outra", feirense,anda por aí ...rs...mizeravona,tirando onda e sendo feliz tb...xD
bjinx e até mais.

 
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