Carta a Papai Noel

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Querido Papai Noel. Me comportei direitinho esse ano, aguentei tudo caladinha. Dei todas as "porras" e "desgraças" do mundo, mas juro que poucas eu disse na cara de quem mereceu, porque eu prometi que ia xingar menos, e xinguei menos mesmo. Passei de semestre direto, cheia de nota alta, fui pra faculdade, obedeci a mamãe e a papai.
Acho que mereço aquela Uzi que você me prometeu, se eu me comportasse direitinho, porque ano passado eu fui uma péssima menina. Estou, pois, cobrando meu bibelô, visto que cumpri nosso trato.
Lembrando sempre que se a Uzi for complicada pro Sr., pode me dar uma AR-15, que é mais fácil de arrumar - basta o Sr. trocar ela por uma bola oficial da Fifa em um morro carioca. Acho que eu mereço esse esforço, não?
Espero pelo Sr., ansiosamente!
Beijos, Martinha.

Desejo concedido.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Toda vez que resolver segurar a cabeça com a mão, lembre-se: você pediu que fosse assim.
E eu juro, que por mais que tenha havido muito mais hesitação que excitação, dessa vez, vai ser assim.
Se quer realmente saber onde está a liberdade, sinta-se solto. Mas lembre-se que você pediu que fosse assim.
Todos hão de encontrar seus caminhos, menos quem escolhe continuar perdido, mesmo com tantas oportunidades de amor e de verdade ao seu redor. Mas lembre-se, sempre: você pediu que fosse assim.
Levantar a mão e acenar para ser percebido, em algum momento vai doer os braços. Fazer o que dá prazer vital é o que importa, e em virtude de ninguém. Minha vida, agora, é preencher o vazio que guardei para você, e que você não fez a mínima questão.
E quando se sentir dividido, sem cheiro, sem ombro, sem chão, lembre-se: você pediu que fosse assim.




" Eu vou manter a minha cabeça erguida para me despreocupar de todas essas sensações reais".

Lendas da Paixão

domingo, 16 de agosto de 2009

Dizem que as pessoas sobrevivem às dores do amor, e até eu sei disso. Mas o grande paradoxo do tempo é não passar, e da dor é não doer como deveria. Deveria doer até nos matar, e quando estivéssemos no 1234º andar do subsolo do mundo, mortos, pudéssemos ressucitar como pessoas renovadas e esquecidas de tudo que nos fez cair.

 
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