In The Eve...

sábado, 14 de junho de 2008

Odeio vésperas, de qualquer coisa que seja. Sou agoniada demais para viver vésperas. Tão agoniada que tomei dois Dramim pra dormir, e mesmo assim, não consegui. Cochilei por duas horas nervosamente e acordei de supetão às 5 da tarde, esperando que o dia estivesse amanhecendo, e não abaixando. Enfim.
Independente do que aconteça amanhã, eu quero deixar aqui tudo que eu estou sentindo hoje, para vocês, minhas amigas, enfim.
Eu compreendo que o que eu fiz não foi algo louvável, mas foi sem querer. Voltei da rua naquele dia com muito medo, medo de olhar pra frente. Eu lia meu livro no ônibus sem paz, eu olhava para os lados, desconfiava de tudo e de todos, minha carne tremia corpo abaixo, como treme até agora, de medo. A pele dói, de medo. O mais estranho é que medo nunca foi um sentimento que eu tivesse afinidade, aprendi com a vida a ser destemida, a enfrentar tudo, mas de uns tempos para cá, me tornei uma pessoa insegura, vacilante, e naquela segunda-feira, eu comecei a sentir coisas muito estranhas nas minhas entranhas.
Infelizmente ele foi a primeira pessoa que veio falar comigo. Estava cansado, mas eu desconfiei. Tínhamos passado a véspera juntos, o dia seguinte sempre é uma surpresa. Mas eu já acordei angustiada naquela segunda-feira. Mas ficou tudo bem, embora eu tivesse agoniada com a distância dele, não sei por que compreendi como distância, enfim. Mas me segurei.
Na terça, ele insistiu no cansaço, e na terça, eu sabia que alguma coisa de muito ruim iria acontecer comigo, e eu tive medo primeiramente de morrer, em algum atentado, assalto, chacina, não sei. Ando assustada. Ele falou comigo. Disse que continuava cansado. Eu não me segurei e perguntei por que ele estava distante. Ele disse em outras palavras que era coisa da minha cabeça aquilo, que ele apenas estava cansado, e uns 30 minutos depois disse que achava melhor dormir. Não, não estava ok. Minha carne tremia loucamente. Vou explicar.
Esse ano começou meio complicado para mim. Eu quebrei um elo dentro de mim que havia sido unido no cosmos, e foi bastante difícil. Quebrei, numa atitude egoísta, numa atitude de amor próprio, e achava que nunca ia sentir dor igual em minha vida. Afastei de mim o homem que eu acreditava amar por uma era inteira. Um amor silencioso, mas devotado. Amor que me mudou do cóccix ao pescoço. Foi uma vida devotada a esse homem que simplesmente ouviu-me dizer que eu ia me afastar, diante dos motivos dados, sem dizer nenhum "espera, vamos conversar". Estado de choque, prometi que ficaria sozinha pelo resto da minha vida. Chorei o que não tinha, sofri o que não devia, mas sobrevivi.
Mas eis que cai outra pessoa de pára-quedas em minha vida, e pela primeira vez, eu não precisei fazer nada, ela apenas se preocupava comigo. Nem me conhecia, me dava força, me dava carinho, ria comigo. Não vou mentir, que quando ele aparecia no msn, antes de nos conhecermos, meu coração palpitava de alegria. Todo mundo percebia que mesmo em meio a tanto estresse, eu tinha cá dentro de mim algo que me levantava a moral. Sim, era ele. Nos vimos, e quando eu olhei nos olhos dele, senti gosto de doce na boca. Não, não foi nada à primeira vista, mas eu vi ali algo de grandioso, algo de perspectiva, algo que eu não sentia há alguns anos, nessa minha vida de idas e vindas e de magnetismo repulsivo. Nos vimos mais uma vez, e por não aguentar mais, ao menos falo por mim, a falta. E aí, aconteceu a desgraça.
Me descobri com um carinho todo especial por ele. Não era paixão, paixão é coisa frívola. Mas sentia uma vontade enorme de estar perto, vontade de ouvir a voz, de sentir o toque... absolutamente natural, duas pessoas bacanas envolvidas em um sentimento bom. Tudo que eu menos queria era perdê-lo de vista, posso ser exagerada, mas ele foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano. Pedia sempre por alguém que me protegesse, que se preocupasse comigo, que fosse acima de tudo homem, sério, bacana, que não se importasse se eu xingasse muito e que soubesse se impôr às coisas da vida sempre com um ponto de vista a se discutir. Ele tem tudo isso, tudo que eu pedi. Um homem íntegro, um homem bom, diferente de todos os aventureiros que passaram em minha vida para tirar vantagem de mim, se aproveitando da minha boa vontade, meus ideais, minhas verdades. Mesmo que a primeira frase que ele tenha falado para mim, e que eu não me esqueço, após nosso primeiro beijo, tenha sido "sou um cara problemático". Não importavam para mim os problemas dele, também tenho os meus, queria que a nossa vida juntos fosse algo a parte de tudo isso, do egoísmo do mundo, da prepotência da nossa família, das vicissitudes das nossas vidas.
Minha vida não anda um mar de rosas. Meus músculos tremem de medo de nada dar certo para mim. Mais uma vez estou fracassando em minha vida acadêmica, e mais uma vez estou sendo pressionada de todos os lados. Sinto vontade de sumir a cada minuto, por ter medo do minuto seguinte, do que pode acontecer. Em meio a tudo isso, estava ele, me dizendo apenas que estava cansado e que achava melhor dormir, numa conversa cheia de lacunas. Não sei o que deu em mim, mas eu, de forma nada branda, falei a ele tudo que, não sei, me incomodava. Mas, era como se não fosse eu. Eu reli o que escrevi hoje, não tive coragem antes; lembro de ter ficado com muito medo de que ele fosse como os outros, misturado com o medo de perdê-lo diante de alguma bobagem que eu havia feito enquanto estávamos juntos, não sei. Muito medo para uma pessoa só. E fiz. Falei a ele que eu caí. E os motivos pelos quais eu havia caído.
Claro, ele interpretou da pior forma possível. Tomou como susto, ficou assombrado e se afastou de mim durante dias. Entrei em pânico, sem entender como que Deus, se existir, poderia permitir que eu afastasse de mim as coisas que eu gosto. Sim, diante de coisas desse tipo, eu tenho que duvidar, apesar de acreditar. Pois, tudo bem que existe um quê de pedagogia informal nisso tudo, mas anos seguidos, é complicado. Agora, ele está assustado comigo. Disse a mim hoje que não é exatamente isso que ele gostaria de ter na vida dele, e eu estou sentindo dentro de mim uma dor maior, superior, a dor que senti quando eu afastei o outro lá de cima da minha vida de uma vez por todas. A minha dor envolve arrependimento, envolve medo, envolve sentimentos mais profundos; a minha dor é a dor de uma mãe que engravida e que ouve do pai da criança que aquele filho está vindo numa circunstância indesejada, e que para ele é melhor que se ceife a vida da criança, para que ela não venha ao mundo para ser rejeitada.
Existe algo muito bonito querendo nascer dentro de mim, por ele. Hoje é véspera. Amanhã conversaremos sobre o assunto, e tudo que eu mais queria é que ele acreditasse que o que eu fiz foi sem propósito, sem querer, apesar de ter machucado. Mesmo tendo doído, sou um ser humano e mereço algo como uma chance, que seja. Pela primeira vez, estou engolindo meu orgulho, que já teria me feito deixar tudo pra lá, em torno de algo que eu vou lutar, pois eu acredito que vale a pena. Vou pedir a Deus hoje com todas as minhas forças, que a coisa certa seja o que eu espero que seja. E que se não for o que eu espero, que me dê forças para continuar, que abrande esse medo do meu coração. Senão, tudo me levará a crer que eu de fato não sou uma pessoa "amável", nasci para vagar sozinha pelo mundo, sozinha, sozinha.

12 Jun.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Estava eu ,na rua,sozinha_me and my prescious ilusions_"Tenho que escrever alguma coisa no chattinhas hj!"_Se não escrevesse iria parecer dor de cotovelo,parecer que estou triste por estar sozinha hj...poderia parecer azedume...rs...
Enamorados namorandos do mundo,curtam seu amor bastante na data de hj!Mesmo q seja massificação,data comercial,mesmo q seu namorado use barba e camisa de Che,dê um chameguinho mais chamegado hj.Aproveitem todo "nhemnhemnhem" desta data.Mesmo longe,por msn,telefone,carta,email,telepatia,forças positivamente direcionadas.Não dói,não faz mal,só faz bem.
Cuidem de quem vc ama,diga q ama se vc ama,seja sincero.Não deixe dúvidas do seu sentimento.Faça cada momento seu com seu "love" um momento bom pra relembrar no futuro.Só produza boas lembranças.Elas te aninharão nos momentos de solidão,se eles vierem.
Não estou triste.É o meu primeiro dia dos namorados sem namorado em 5 anos.O fato de eu querer "um homem pra chamar de meu' não se altera nem pra muito nem pra pouco por causa de hj.Meus outros papéis femininos estão absorvendo todo meu lado "romântica à procura".No momento,namoro é projeto pro futuro.Qdo eu estiver suficientemente saudável psicologicamente pra ser feliz com alguém do meu lado.
Amanhã vou na casa de bel,numa reza de santo antonio...rs...mais pra me divertir,tomar licor e jogar conversa fora do q pra fazer pedido ao santo casamenteiro...nem me vejo mais casando...rs...
No mais, é isso.
Feliz dia dos namorados !



Algo como a porra da saudade.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ontem fui dormir contrita. Os olhos doíam de tantas lágrimas derramadas por coisas que mais uma vez, se alguém me perguntasse, eu não saberia dizer, mesmo contando milhões delas. Não saberia distinguir quais eram as minhas algozes, não. Misto de dor e agonia, misto de dor com várias coisas. Misto de dor com ansiedade, talvez. Fiz uma pessoa sofrer sem necessidade, ajudei outra que estava sofrendo. E fui dormir contrita.
Acordei contrita. Misto de dor e ansiedade, talvez. Minha rotina diária de acordar e sair sem comer se seguiu, segui meu caminho de todos os dias, mas contudo, hoje tinha algo de diferente no meu caminho de todos os dias. Não mais que de repente me senti um pouco leve, mais leve do que eu estava ontem, ou na hora que eu acordei. Percebi que queria chorar, mas não tinha mais lágrimas. Segui meu caminho até a faculdade, e chegando lá, respondi minha prova. Respondendo minha prova com certo teor panfletário, me veio algo no peito, algo como saudade. Saudade de quando eu era idealista e saudável, e não um saco oco que corre em busca da primeira coisa que o encha. Sim, eu era feliz, quando saía por aí levantando bandeiras, quando acreditava num mundo melhor e melhor ainda, quando acreditava que eu podia mudar o mundo com o que eu acreditava. Hoje em dia, só acredito no amor - esse momento me invadiu enquanto eu fazia a prova, e aí eu senti algo como saudade novamente. Saudade de quando eu era não mais que uma brisa leve pelos cantos do mundo, e encantava. Mas acordei da minha divagação e lembrei de outra saudade, saudade daquele a quem eu fiz sofrer. Lembrei de uma ou duas palavras ditas que aguardavam resposta, e fiquei ainda mais agoniada para sair daquela sala, daquela prova panfletária, das minhas divagações ideológicas e retornar ao meu mundo real, eu, e a minha dor, que poderia ser um misto de ansiedade e saudade.
Já em meu mundo real, lembrei que nem só de saudade ele se faz. Coisas que fiz, coisas que consenti, voltaram-se contra mim, e a minha dor, naquele momento, tornou-se um misto de saudade e medo. Medo de não seguir em frente, saudades do passado. Um passado nunca envolve um presente, o passado renega o presente, e do futuro eu tive medo. Fiquei horas caminhando, abraçada aos meus livros, meus eternos amantes e companheiros, os que não me deixam sentir saudades, por estarem sempre presentes. Caminhando sozinha, lembrei que eu sentia saudade de ter alguém por perto para contar os meus problemas, alguém com quem eu pudesse chorar. Lembrei que meus amigos estavam ao meu lado no passado, que aquele a quem eu fiz sofrer se encontrava num presente inalcançável e que eu me encontrava sozinha e apavorada com o futuro. Lembrei que por mais que eu tentasse chorar, estava esgotada, pois havia chorado tudo que poderia de véspera. E, assim, compreendi que esse dom que me foi dado, de sofrer antecipadamente, é só uma forma para que eu não demonstre fraqueza em frente aos outros. Essa fortaleza melindrosamente feita de isopor: por fora, perfeita. Toque, e verás a verdadeira verdade. Como num lindo cenário de alguma encenação teatral.
Fui dormir contrita, acordei contrita, fiz alguém sofrer, sofri, errei, tenho medo do que possa acontecer daqui a um minuto, estou ansiosa com o que possa acontecer daqui a um minuto, e algo como a saudade é a única coisa que me conforta nesse momento...

sábado, 31 de maio de 2008

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você
(Futuros amantes - Chico Buarque)

Sábado, maresia noturna... tô eu aqui escrevendo o memorial pra qualificação já marcada para o dia 24/07 (ai que medaa!), ouvindo um compilado gigante de "modern jazz" que eu achei pelo emule... quando de repente, não mais que de repente, de repentelhos, lembro-me dessa música na voz de Gal Costa.
Não sei direito porque isso aconteceu, sei que me deu vontade de vir aqui no blog. Ai descobri os últimos textos, e lembrei de quanto tempo tem que não escrevo nada de 'vida normal'.
Aliás, desde ontem tenho tido rasgos de experiências de 'vida normal', quer dizer, fazer coisas não necessariamente ligadas com trabalho, o meu trabalho louco de aspirante a historiadora que apaixonadamente consome o meu tempo. Mas voltando a vaca fria, sempre gostei dessa música- ela me traz uma nostalgia de um tempo que não vivi, e lembranças de um futuro que não se concretizou.. é estranho, só que não sei colocar de outra forma.
O amor é de uma ansiedade estranha. Independentemente de 'termos alguém" ou não, a presença ausente desse sentimento é sempre presente, e de algum modo a música me remete a isso. E também a um amor platônico que depois de sair da adolescência, resolvi ter. É mole?
Tô começando a perceber que as instabilidades da adultoscência podem ser bem mais non sense do que eu imaginava Não se afobar, não ter pressa, saber esperar, mas esperar o quê, pombas? Mainha diz, que pra quem ta perdido, todo mato é caminho. Contudo, pra quem não tem as armas de Oxossi, o mato pode ser um caminho bem complicado e doloroso. Temos todos que abrir nossos espaços, mas é preciso ter ferramentas para tal. E uma perdida na vida não tem isso. Digo perdida não no sentido de ‘perdição’, mas no saber seu lugar no mundo. Parece que a vida toda é uma busca por esse lugar, pelo caminho pra chegar lá.
Só que se ‘o caminho se faz ao caminhar’, não tem lugar pra chegar, não tem par pra encontrar, tem só o processo, o fazer e os companheiros de estradas. Não acho que isso resolve o impasse, pelo contrário, cria outros, especialmente os de sintonia, que nos fazem perder o tempo de algumas coisas.
Parece ser necessário saber equilibrar a leveza e o peso, saber equilibrar-me entre as minhas levezas e os meus pesos, pra que possa andar com minhas próprias pernas, pelos caminhos, desde que eles tenham coração...

#DNA#

Não sei por onde começar esse post,não consigo ter uma linha de raciocínio lógica na hora de escrever.Vou pensando e escrevendo e quando vejo falei de “333” coisas ao mesmo tempo...sendo assim,dessa vez vai ser o mesmo...um dia eu escrevo direitinho...

  • Assisti a um filme muito bom hoje, bom demais! “Reign over me – Reine sobre mim”, com Adam Sandler e Don Cheadle. A trilha extra também é fantástica, tem Bruce Springsteen e Pearl Jam fazendo cover do The Who. Fala sobre um cara que perdeu a família toda num dos aviões que bateram nas torres gêmeas, no 11 de setembro e como as pessoas reagem de forma diferentes à dor.Até chorei.
  • Essa semana veio com algumas novidades... a ruim foi q eu não consegui me classificar pro Banco do Brasil,fiquei mal...vamos ver agora a CaiXa.A boa, não sei nem se é boa, digamos que é um primeiro passo para a resolução de um "dilema" na minha vida,é que consegui contato com a família do meu suposto pai biológico e parece que agora tudo vai se esclarecer.

Essa é uma parte da história da minha vida.Mexer nessas coisas me doem muito. Mas não mexer me atormenta ainda mais. PRECISEI MUITO DE MINHA AMIGAS ESTA SEMANA!Mas todas nós temos nossos próprios problemas, e foi bom passar por isso sozinha também. Fez com que eu dê valor à quando eu as tenho por perto.

No mais, meu tempo se divide entre Guilherme,faculdade,curso e estágio.Tô com saudade de meu povo:, Tinha, Bel, Billy Joe,Tiago, Karla...mas é isso.

Vou deixar algumas músicas da trilha pra vocês ouvirem aí no box do deezer.

Abraços!


Almanaque

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Descobri que sou aquela amiga ótima pra quem você pode contar seus problemas; nunca aquela pessoa legal com quem você pode sair e se divertir;
Descobri que minha ansiedade coloca tudo a perder, mas que se eu não ficar ansiosa tudo pode perder a graça numa fração de segundo;
Descobri que as pessoas me evitam pela minha capacidade nata de atrair atenções para mim, mesmo quando eu não quero - chamam de magnetismo, eu chamo de inveja alheia;
Descobri que eu não nasci para viver coisas verdadeiras; vide a forma leviana pela qual me deixo levar por coisas que eu não conheço, nem sei lidar;
Descobri que eu sou uma filha chata, uma irmã chata, uma tia chata e uma chatíssima imagem ao espelho;
Descobri que sou impaciente, desorganizada, enrolada; porém, me preocupo com tudo isso;
Descobri que eu sou uma pessoa desmedida, que faz tudo "demais", inclusive, espera demais;
Descobri que sou, de fato, uma pessoa azarada, que tenho o dedo torto, que onde eu caço a solução encontro mais um problema e o pior, trago ele comigo;
Descobri que falo "eu" demais, e descobri também que nunca vou conseguir me "livrar" do meu ego;
Descobri que sou amada, mas tão amada, e que esse amor já me atrapalhou por diversas e diversas vezes na tentativa de encontrar o meu próprio;
Descobri que sou péssima ao telefone; mesmo quando esse é a coisa que eu mais esperei durante o dia;
Descobri que eu posso me tornar desinteressante numa fração de segundo;
Descobri que podem existir pessoas atenciosas como eu, minuciosas, e ao mesmo tempo e tudo junto, estúpidas; e descobri que apesar de ser tudo isso também essas coisas nos outros podem me machucar, por menos que signifiquem;
Descobri que mais uma vez eu caí e não olhei a profundidade e esqueci de calibrar as minhas molas; descobri que mesmo correndo risco quero continuar aqui embaixo;
Descobri que ainda sou aquela à moda antiga, que em meio a tantos convites lascivos ainda consegue ponderar e escolher por mais uma noite de espera, na busca por algo que não-epidérmico;
Descobri que sei esperar, mas não tenho paciência;
Descobri que vou esperar algum novo sinal;
Decidi que não vou esperar mais nada.

(posso perder a viagem, mas não o trem).

#O que teria sido, o que é, o que será#

domingo, 18 de maio de 2008




O domingo termina agora, às 23:13 com um sentimento de vazio...não um vazio ruim, mas uma vazio de esperança de coisas novas, confiança de q o q ta no passado me fez sofrer e o q ta no futuro é o q importa,sofrer coisas novas,ser feliz com coisas novas...vejo agora que o que tinha pra ser não foi e se vai ser é provável q não, mas e daí...lá na frente sempre tem mais coisas mesmo.

Boa semana aí meu povo.



Exame de vista.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Ai, meu olho arde. Há dias que ele vem ardendo, e eu não entendo se é por causa de uma possível virose, se é por causa dessa tela cor de catarro devido a um defeito na placa de vídeo, se é porque eu mudei a marca da sombra que uso nos olhos, não sei se é a espera... Mas eles ardem. Tenho sentido muitas agonias por ser e não viver. Assistido a estagnação, o parar da minha caravana. Por impotência. Mas, deixa isso quieto, por enquanto.

A verdade é que eu preciso de algo novo. Sim, nem que seja uma nova calça jeans. Uma palavra nova em meu vocabulário. Me apaixonar por um novo autor, um novo assunto, uma nova banda, não me apaixonar pelos mesmas coisas dos mesmos autores, coisas que seguem uma mesma linha de raciocínio, um mesmo caminho, um mesmo estilo. Não, isso não representa uma desvaloração, não! Eu preciso crer que o mundo ainda produz coisas boas, sabe aquela coisa da esperança? E quanto às pessoas? Sim, por que não crer que existem pessoas boas também?

Hoje Bel foi me ver na faculdade, ficamos conversando sobre algumas novidades, almoçamos... ai, como nós precisamos de um “upgrade”. Eu e Kell também estamos com essa brincadeirinha de “mudança de comportamento”, de agir de outra forma, deixar de abaixar os ombros (sentido figurado – eu ando toda empinada pra frente) para as vicissitudes, manter uma postura altiva, passar batom, dar chapinha (exagero) e pintar as unhas de vermelho... Não que isso signifique ser “igual”, mas oferecer ao mundo a chance de um outro ser “eu”, de se surpreender comigo. Nós três aqui cometemos um erro terrível, mortal: o de ir até o fundo do poço por um pequeno desajuste nas coisas. E a gente chora, chora, sofre, se descabela, se descuida, anda feia, engorda, emagrece, fica doente... Quando na verdade aquela coisa de auto-ajuda é verdadeira, sacode e retorna porque a roda-viva está aí, mais viva do que nunca.

Voltando a Izabel, vimos uma cena linda. Uma menina, não sei se bolsista, estava cheia de caixas na mão, sendo que uma, a maior, estava cheia de pipetas, buretas, béckeres. Estávamos esperando o elevador da Politécnica, e um rapaz se aproximou para também tomar o elevador, e vendo aquela menina cheia de apetrechos, simplesmente tomou a caixa maior da mão dela. Eu achava que eles se conheciam, quando chegou no andar dela, ele simplesmente falou: não, eu vou lá também. A última frase que ouvimos foi “qual o seu nome”, antes que a porta do elevador cerrasse. Ficamos nós duas suspirando no elevador. Claro que dali pode sair muitas coisas, mas via-se que o rapaz fez aquele ato não por nenhum interesse, mas por uma das coisas da qual o mundo está mais deficiente: gentileza, aquela ligada à educação mesmo.

Já tive essa experiência antes. Algum rapaz que eu tenha me envolvido, ficado, não sei. Estamos juntos, saímos juntos e, mesmo me vendo cheia de livros, é incapaz de esboçar um gesto de gentileza. Preguiça? Não. Medo de criar vínculos. Medo de que com aquele gesto eu pense “Oh, como ele me ama” assim de um dia para a noite, quando isso não passa de uma questão de bons modos. Eu me emociono com pessoas gentis. Qualquer traço de gentileza, para mim, vale mais que qualquer presente. Esperar no ponto de ônibus, acompanhar no caminho deserto, encher o copo vazio. Tem tanto tempo que eu não sei o que é isso, tanto tempo... que eu até desacostumei. Aprendi a andar sozinha, a me proteger de ladrão, a me proteger de estuprador, a correr quando chego na porta da minha rua, que por ser apenas residencial é deserta por natureza... a pegar o último ônibus na Estação da Lapa sozinha...

Talvez eu esteja precisando simplesmente mudar a paleta de cores da minha aquarela... ou procurar um olftalmologista.

Biscoitinhos "crock" de Chocolate

sábado, 10 de maio de 2008

Vc faz assim:

3 xícaras [de chá] de farinha de trigo

1 xícara [de chá] de açucar

1 xícara de [chá] de chocolate em pó (pode ser achocolatado)

1 xícara [de chá] de margarina

Pronto, mistura tudo, fica uma massa e vc abre com um rolo, ou no meu caso, com o q tiver...rs...corta com cortador de biscoitos, ou com o q tiver q sirva, coloca numa assadeira untada e num forno ,preaquecido no fogo médio por 10 minutos, vc coloca os biscoitos pra assar por 15 minutos.Qdo tirar do forno,passa no açucar refinado, se tiver (se não tiver, bate 1 xícara de açucar no liquidificador, fica igual) e coloca numa vasilha com tampa.



Meu maior presente, o maior presente de dia das mãe pra qualquer mãe é o próprio filho.Ele é minha alegria,meu beijinho qdo estou triste, meu parceiro de forró...rs...meu parceiro de luta diária,de buzús infernais...rs...Qdo me tornei mãe percebi td que minha mãe não foi pra mim...Meu filho é a razão da minha vida, que antes não fazia sentido.É amor demais...amor demais!XD

Aff, post longo sem sentido...rs...post de solidão.



Nada muda, nada pega...

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Ixe,se eu não posto ninguém posta...
Vamos ao "causo" da semana...
Pera, antes vou escolher um som...
Música naada à ver com o assunto,mas tem dias não sai da minha cabeça..."s
ecret garden" - Bruce Springsteen
Gosto da batida do início...


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